— NOTA
Eliane Brum: « Prestem atenção na operação de linguagem feita por Bolsonaro para botar as mãos nas terras públicas e/ou coletivas da Amazônia e outros ecossistemas: o indígena “é ser humano como nós”, o quilombola quer ser “liberto”. Para tornar-se humano como nós e ser liberto tem que ter o “direito” de vender as terras hoje protegidas. Bolsonaro se vende como alguém de língua solta, mas ele é um homem que calcula e sabe por que lança frases racistas para consumo midiático. O agrobanditismo, que terá ainda mais poder no seu governo, quer transformar terras não comercializáveis em comercializáveis. Se conseguir, a floresta chegará ao ponto de não retorno. E todos nós, assim como as outras espécies, estaremos ferrados.
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8 novembro 2018