Davide Scarso
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— NOTA

Isto de não ser politicamente correcto e de ser a favor da liberdade de expressão até seria fixe, se fosse levado mesmo a sério e não fosse curiosamente focado apenas numa certa direcção e limitado a determinados temas. Se, por exemplo, o tal “repórter sem papas na língua” convidasse também alguém condenado por actos de terrorismo ligados ao fundamentalismo islâmico para falar da crise de valores do ocidente, se convidasse alguém condenado por abuso de menores para falar das novas fronteiras da sexualidade, se convidasse alguém condenado por mau tratos a animais para defender que uma opção ecológica seria converter cães e gatos vadios em barras proteicas para consumo humano, aí era capaz de dar um programa interessante. Como isto não acontece, ser contra o politicamente correcto na verdade equivale apenas e exclusivamente a fazer uma propaganda hipócrita e cobarde à violência e à discriminação contra negros, ciganos e homossexuais.
7 janeiro 2019