Davide Scarso
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— NOTA

Até posso concordar acerca do risco de uma cooptação autoritária do ambientalismo, acrescentando porém que poderia perfeitamente desenvolver-se no âmbito de uma economia capitalista (com o "ocidente" a convergir com China e Singapura, p. ex.). Não acredito que o desenvolvimento de uma contra-hegemonia seja a estratégia em que a esquerda, inclusive a esquerda que procura articular justiça social e questões ambientais, precisa trabalhar (isto numa perspectiva, digamos, oposta à do autor). O que acho insuportável, no artigo, é o tom geral de "deixem os técnicos e os profissionais da política e do ambiente trabalhar, porra"; se é isto o anti-populismo, então parece-me precisamente uma "perversão da democracia" muito mais grave da que o artigo pretende denunciar.
1 outubro 2019