Davide Scarso
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— NOTA

Entre os "Bronzes do Benin" que Alemanha está a pensar devolver, há também muitas figuras de portugueses, como esta magnífica representação de um bombardeiro português circundado por "manillas", do séc. XVI-XVII, atualmente no Museum für Völkerkunde de Leipzig. Quando, em 2016, visitei o Museu Etnográfico de Berlim, no meio de muitas conversas sobre restituição, memória e passado colonial, o guia contou uma história que achei bastante gira. Dizia ele que o pessoal do Império do Benin estava sempre muito interessado em comprar os canhões dos barcos portugueses, que depois fundia logo para criar as suas esculturas de bronze. Parece que os investigadores do British Museum mostraram que também as tais "manillas" eram fundidas para fazer as esculturas. Ainda bem que eram uns selvagens.

« The Benin Empire (1440–1897) was a pre-colonial African state in what is now modern Nigeria. It is not to be confused with the modern-day country called Benin (and formerly called Dahomey). Manillas are penannular armlets, mostly in bronze or copper, very rarely gold, which served as a form of commodity money (and, to a degree, ornamentation) among certain West African peoples (Aro Confederacy, Guinea Coast, Gold Coast, Calabar and other parts of Nigeria, etc.). This form of African currency also became known as 'slave trade money' after the Europeans started using them to acquire slaves for the slave trade into the Americas. »

4 maio 2021