Davide Scarso
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— EXCERTO

« Uma nova exposição no centro de interpretação do Parque de Florestal de Monsanto evoca as nove décadas do parque, que se completam em 2024. Fernando Louro Alves, engenheiro florestal há 39 anos em Monsanto, guiou-nos pelas imagens. Uma floresta diversa como é hoje, sem ação do homem, poderia demorar 5 mil anos a adaptar-se. “Conseguimos fazê-lo em 90 anos”, diz. Se o chão onde caminhamos em Monsanto falasse contaria como, antes de a floresta estar viva, a serra às portas de Lisboa parecia um monte queimado pelo uso, hectares de campos agrícolas exauridos e pastos, muitos já abandonados. Antes disso, já tinha sido floresta densa – há quanto tempo ninguém sabe ao certo.

Como noutras matas do país, as árvores foram cortadas para haver onde cultivar, fazer caravelas e caminhos-de-ferro. »

23 maio 2021