— NOTA
Não é porque já se tenha um resultado à partida, mas é porque há uma sobreposição de sistemas de credenciais. [...] Se estiver na Alemanha e olhar para os horários dos autocarros, sabemos que eles correspondem a uma realidade física. Há toda uma infra-estrutura de confiança para garantir que está tudo a funcionar: que os motoristas estão a ser pagos, que as estradas estão em condições, que os padrões de tráfego são correctamente previstos. Isso diz algo sobre informação: eu não confio quando olho para os horários dos autocarros em Cambridge [cidade onde estão instalados a Universidade de Harvard e o MIT], no Massachusetts, um bastião de proezas tecnocráticas. Mas confio quando leio na Alemanha. [...] O mesmo acontece com a medicina.
[Nos EUA] quais têm sido as pessoas menos dispostas a confiar nas vacinas? É a direita radical, que não confia em nada do que a esquerda progressista diz; é a população afro-americana, que não confia na medicina exercida por brancos; são os trabalhadores mal pagos, que repetidas vezes têm tido dificuldade em aceder a medicamentos, que não têm seguro e que, se faltam ao trabalho, ficam numa situação difícil. Creio que a confiança nas instituições, a experiência e os factos estão relacionados. »